Aos professores:

Esse espaço foi criado pela Direção e Coordenação para que todos possam expressar suas ideias, reflexões e fazer suas inferências.
Pedimos, por gentileza, que a Norma Culta da Língua Portuguesa seja preservada. Antes de postar verifiquem erros de digitação, concordância, etc. Como o Blog não tem restrição de usuários, qualquer aluno, pais de aluno e comunidade em geral podem ter acesso à plataforma.
Com isso, peço que a linguagem utilizada seja pertinente e apropriada ao tópico que será trabalhado na semana.
Uma excelente reflexão a todos!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Pauta ATPC - 29/05/2013


A proposta é a de trabalhar com elementos da nossa realidade escolar à luz das nossas discussões internas e decisões, bem como nos baseando na bibliografia proposta para os próximos concursos da SEE-SP. Desta forma, discutiremos, no ATPC Virtual desta semana acerca da qualidade do aprendizado dos nossos alunos face aos resultados apresentados no primeiro bimestre, reflexo das apresentações de trabalhos nas salas de aula. A proposta ora apresentada remete-nos a um trecho do artigo Educação: um tesouro a descobrir, de  Jacques Delors e José Carlos Eufrazio.


CAPÍTULO 4
OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO
(Nesta semana vamos ler apenas sobre dois Pilares: Aprender a conhecer e Aprender a fazer)


Delors afirma que os meios, nunca antes disponíveis, para a circulação e armazenamento de informações e para a comunicação, no próximo século submeterá a educação a uma dura obrigação que pode parecer, à primeira vista, quase contraditória. A educação deve transmitir, de fato, de forma maciça e eficaz, cada vez mais saberes e saber fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois são as bases das competências do futuro. Simultaneamente, compete-lhe encontrar e assinalar as referências que impeçam as pessoas de ficar submergidas nas ondas de informações, mais ou menos efêmeras, que invadem os espaços públicos e privados e as levem a se orientarem para projetos de desenvolvimento individuais e coletivos. À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele. 
Nesta visão prospectiva, uma resposta puramente quantitativa à necessidade insaciável de educação - uma bagagem escolar cada vez mais pesada - já não é possível nem mesmo adequada. Não basta, de fato, que cada um acumule no começo da vida uma determinada quantidade de conhecimentos de que possa abastecer-se indefinidamente. É, antes, necessário estar à altura de aproveitar e explorar, do começo ao fim da vida, todas as ocasiões de atualizar, aprofundar e enriquecer estes primeiros conhecimentos, e de se adaptar a um mundo em mudança. 
Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que estas quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta. 
Mas, em regra geral, o ensino formal orienta-se, essencialmente, se não exclusivamente, para o aprender a conhecer e, em menor escala, para o aprender a fazer. As duas outras aprendizagens dependem, a maior parte das vezes, de circunstâncias aleatórias quando não são tidas, de algum modo, como prolongamento natural das duas primeiras. O autor pensa que cada um dos “quatro pilares do conhecimento” deve ser objeto de atenção igual por parte do ensino estruturado, a fim de que a educação apareça como uma experiência global a levar a cabo ao longo de toda a vida, no plano cognitivo como no prático, para o indivíduo enquanto pessoa e membro da sociedade. Uma nova concepção ampliada de educação devia fazer com que todos pudessem descobrir, reanimar e fortalecer o seu potencial criativo - revelar o tesouro escondido em cada um de nós. Isto supõe que se ultrapasse a visão puramente instrumental da educação, considerada como a via obrigatória para obter certos resultados (saber-fazer, aquisição de capacidades diversas, fins de ordem econômica), e se passe a considerá-la em toda a sua plenitude: realização da pessoa que, na sua totalidade, aprende a ser. 

Aprender a conhecer 
Este tipo de aprendizagem que visa não tanto a aquisição de um repertório de saberes codificados, mas antes o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento pode ser considerado, simultaneamente, como um meio e como uma finalidade da vida humana. Meio, porque se pretende que cada um aprenda a compreender o mundo que o rodeia. 
Aprender para conhecer, supõe antes tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. 
Por outro lado, o exercício da memória é um antídoto necessário contra a submersão pelas informações instantâneas difundidas pelos meios de comunicação social. Seria perigoso imaginar que a memória pode vir a tornar-se inútil, devido à enorme capacidade de armazenamento e difusão das informações de que dispomos daqui em diante. É preciso ser, sem dúvida, seletivo na escolha dos dados a aprender “de cor” mas, propriamente, a faculdade humana de memorização associativa, que não é redutível a um automatismo, deve ser cultivada cuidadosamente. Todos os especialistas concordam em que a memória deve ser treinada desde a infância, e que é errado suprimir da prática escolar certos exercícios tradicionais, considerados como fastidiosos. 
Finalmente, o exercício do pensamento ao qual a criança é iniciada, em primeiro lugar, pelos pais e depois pelos professores, deve comportar avanços e recuos entre o concreto e o abstrato. 
Também se devem combinar, tanto no ensino como na pesquisa, dois métodos apresentados, muitas vezes, como antagônicos: o método dedutivo por um lado e o indutivo por outro. 
O processo de aprendizagem do conhecimento nunca está acabado, e pode enriquecer-se com qualquer experiência. Neste sentido, liga-se cada vez mais à experiência do trabalho, à medida que este se torna menos rotineiro. A educação primária pode ser considerada bem-sucedida se conseguir transmitir às pessoas o impulso e as bases que façam com que continuem a aprender ao longo de toda a vida, no trabalho, mas também fora dele. 

Aprender a fazer 
Aprender a conhecer e aprender a fazer são, em larga medida, indissociáveis. Mas a segunda aprendizagem está mais estreitamente ligada à questão da formação profissional: como ensinar o aluno a pôr em prática os seus conhecimentos e, também, como adaptar a educação ao trabalho futuro quando não se pode prever qual será a sua evolução? 
Convém distinguir, a este propósito, o caso das economias industriais onde domina o trabalho assalariado do das outras economias onde domina, ainda em grande escala, o trabalho independente ou informal. De fato, nas sociedades assalariadas que se desenvolveram ao longo do século XX, a partir do modelo industrial, a substituição do trabalho humano pelas máquinas tornou-o cada vez mais imaterial e acentuou o caráter cognitivo das tarefas, mesmo na indústria, assim como a importância dos serviços na atividade econômica. O futuro destas economias depende, aliás, da sua capacidade de transformar o progresso dos conhecimentos em inovações geradoras de novas empresas e de novos empregos. Aprender a fazer não pode, pois, continuar a ter o significado simples de preparar alguém para uma tarefa material bem determinada, para fazê-lo participar no fabrico de alguma coisa. Como consequência, as aprendizagens devem evoluir e não podem mais ser consideradas como simples transmissão de práticas mais ou menos rotineiras, embora estas continuem a ter um valor formativo que não é de desprezar os diversos aspectos da aprendizagem. Qualidades como a capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e de resolver conflitos, tornam-se cada vez mais importantes. E esta tendência torna-se ainda mais forte, devido ao desenvolvimento do setor de serviços. 
Finalmente, é provável que nas organizações ultratecnicistas do futuro, os déficits relacionais possam criar graves disfunções exigindo qualificações de novo tipo, com base mais comportamental do que intelectual. O que pode ser uma oportunidade para os não diplomados, ou com deficiente preparação em nível superior. A intuição, o jeito, a capacidade de julgar, a capacidade de manter unida uma equipe não são de fato qualidades, necessariamente, reservadas a pessoas com altos estudos. Como e onde ensinar estas qualidades mais ou menos inatas? Não se podem deduzir simplesmente os conteúdos de formação, das capacidades ou aptidões requeridas. O mesmo problema põe-se, também, quanto à formação profissional, nos países em desenvolvimento.
 Bibliografia: DELORS, JACQUES E EUFRAZIO, JOSÉ CARLOS. Educação: Um Tesouro a Descobrir. São Paulo: Cortez, 1998, Apeoesp, Revista De Educação. Acesso em 14, abr, 2013: http://www.apeoesp.org.br/publicacoes/resenhas-concurso/apostila-peb-ii/.
Questões para discussão:

1 – Considerando a realidade atual na qual todos temos acesso a meios de comunicação com enorme capacidade de armazenamento de informações e também a efemeridade de dados, como você, professor,  espera que sua disciplina e seus ensinamentos possam contribuir para o “saber fazer evolutivo” como “base das competências do futuro” e como “o impulso e as bases que façam com que continuem a aprender ao longo de toda a vida, no trabalho, mas também fora dele”?

2 – “Qualidades como a capacidade de se comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e de resolver conflitos, tornam-se cada vez mais importantes...”. No caso dos trabalhos em grupos, você professor, considera que a orientação destas atividades por meio de Sequências Didáticas sejam uma boa maneira de perseguir o processo de aprendizagem bem como uma forma de ver os resultados nas apresentações dos grupos em sala de aula?

3 – A sugestão do uso das normas da ABNT divulgada no site da “Marquês” poderia contribuir efetivamente para que Sequência Didática apresentada na orientação para realização das atividades em grupo envolva realmente o desenvolvimento da capacidade de comunicar do aluno sobre o que ele aprendeu? Isto resultaria na apresentação de um trabalho de qualidade lançando mão inclusive de novas tecnologias e dos recursos disponíveis na nossa escola?

Bom Trabalho!

21 comentários:

  1. Não há como dissociar os quatro pilares, pois se um deles falhar, não haverá aprendizagem, todos são essenciais.
    Em minha disciplina, o principal não é apenas incutir ao aluno a importância do aprendizado de outra língua como o inglês, hoje franca, mas além de memorizar o vocabulário, é necessário também, aprender os mecanismos para sua utilização, quer seja na fala, na leitura, na escrita e, mais ainda, na sua interpretação para que haja efetivamente a comunicação,ou seja, não basta acessar o Google para se traduzir uma simples frase, uma música ou uma cultura.
    Para se alcançar o objetivo da aprendizagem é necessário sua continuidade, quer seja individualmente ou trabalhos em grupo,como a abordagem, pesquisa, discussão do problema, apresentação de ideias e sugestões para sua conclusão. Assim, o conhecer,o fazer e o relacionar-se, transformam e aperfeiçoam o "ser", e transformando-o, a vida em sociedade aprimora-se.
    Tudo é válido em se tratando de qualidade de ensino,e o uso da tecnologia é importante, porém acho que cada professor tem sua maneira peculiar de trabalhar e, nem sempre, consegue-se resultado padronizando-se um processo. Penso que cada um tem seu livre arbítrio referente à metodologia que achar conveniente, mas o bom senso é que fará a diferença em sua execução e sucesso educacional.

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  2. Responder este questionamento não tarefa fácil, que se possa expressar em poucas linhas. Contudo, diante dos vários temas já apresentados e da linha de raciocínio pela qual tenho me expressado neste espaço de aprendizagem, retifico minhas outras notas, para considerar o aprendizado como um todo. A Educação Física não pode deixar-se à banalização muitas vezes revestida pela descreça e desconhecimento dos próprios colegas de profissão. Assim, tenho me amparado em conteúdos próximos à realidade do alunado, de sua vida social e de sua necessidade enquanto cidadão. São temas atualizados que proporcionam melhor interação e aprendizado. O aluno se vê envolvido diretamente naquilo que estuda e assim desenvolve seu próprio significado para o aprendizado.
    A sequência didática é extremamente importante, pois deverá amarrar os temas e conteúdos que passarão a ser base de todo o conhecimento proporcionado ao aluno.
    Já em relação ao questionamento sobre as normas técnicas da ABNT, é importante este conhecimento e sua aplicação, haja vista a necessidade atual dos requisitos de diversos seguimentos profissionais. O aluno deve compreender e desenvolver habilidades da escrita e da oralidade, aprendendo a convergir seus pensamentos em textos compactados e alinhados nos moldes de adequação ora impostos. Mas isso, extremamente difícil para nós professores, também o é para os pequenos aprendizes, porém válida a maneira que se apresenta e exige. Os trabalhos orientados nas normas da ABNT já estão contribuindo para melhores produções.
    É isso..

    SIDNEI / ED. FÍSICA

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  3. Na minha disciplina, considerando a realidade atual, com tantos acessos e meio de comunicação e armazenamento de informações, nossos alunos estão interagindo em todos os assuntos superficialmente, cabe a nós professores a profundidade de todos os conhecimentos estudados.
    É importante os trabalhos em grupos com orientação do professor, onde eles aprendem, se ajudam e se socializam.
    Em relação com o ABNT é importante sua aplicação, para o desenvolvimento das habilidades e competências.
    Professora: Maria Tereza de Abreu

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  4. 1 - Acredito que uma educação efetiva, é para a vida. Já falei isso uma vez e todos me olharam com espanto. Precisamos não nos prender a ensinar apenas Matemática ou História.
    Vamos esquecer por um instante o ambiente escolar, do ponto de vista de nossa carreira docente.
    Muitas vezes aquele aluno, que a gente diz que é uma porcaria, que não faz nada... logo ali adiante torna-se um grande profissional, uma grande pessoa. Muito do conteúdo que ensinamos no dia a dia da sala de aula, não vai servir para muita coisa na vida daquele aluno, apenas estamos ensinando para ele o caminho de como aprender, aprender a conhecer. Talvez o conteúdo em si, nem seja tão relevante, mas a forma de abordá-lo, fazer com que ele se torne um conhecimento concreto em suas mentes sim, é uma trilha que os ensinamos a percorrer.
    Por isso que por vezes, o conteúdo em si, cru, é abordado em 15, 20 minutos de aula, e depois tecemos discussões sobre vários outros pontos de vista, e não apenas sobre como multiplicar monômios.
    Ontem, no vídeo que assistimos no ATPC, com a entrevista do Rubem Alves, ele disse algo que eu concordo, precisamos convencer o aluno que aquilo que eles vão aprender é "gostoso", que eu, gosto muito e que eles também podem gostar. Precisamos fazer com que essa faísca, esse impulso de aprender se torne um hábito na vida deles, para que possam continuar aprendendo por toda sua vida.

    2 - O trabalho em grupo, muitas vezes vem seguido de muitas indagações da parte dos alunos. No meu ponto de vista não basta passar um trabalho em grupo, e "soltar os leões na jaula"... Precisamos pelo menos colocar as primeiras pedras no caminho, para que eles possam continuar sozinhos. Eles precisam aprender a dividir melhor o trabalho, ajudar um ao outro... Neste momento é com satisfação que percebo as lideranças surgindo, aqueles que tem uma boa mão de obra, mas que não sabem como estruturar e assim por diante. Acredito que esse tipo de trabalho seja importante, não só para alcançar a aprendizagem do conteúdo abordado, mas justamente para aprender a gerir e resolver conflitos. Afinal precisamos muito desta qualidade em nosso dia a dia de adultos. Como digo para eles sempre em sala, na vida não trabalhamos apenas com quem a gente gosta, tem afinidade, precisamos trabalhar com todos e nos adaptar as situações.

    3 - Eu particularmente, não uso as regras da ABNT com o fundamental. Mas quando peço um trabalho na sala do Acessa, conceituo algumas regras que devem ser seguidas por todos, como cabeçalho, ordem em que as informações devem aparecer. Mas também acho interessante, começar desde já com essas orientações para realização de atividades.

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  5. 1) A Matemática é ferramenta para o saber fazer de várias profissões e o modo histórico e construtivo como ensino cada tópico, desperta no aluno uma visão lógica e ao mesmo tempo técnica, além de proporcionar o fazer com trocas significativas para a vida.
    2) A aprendizagem em grupo é essencial para o desenvolvimento do educando, pois ela proporciona trocas de conhecimento, elos afetivos e principalmente cumplicidade intelectual. Não consigo ver melhor forma de ampliar conhecimentos.
    3) Os trabalhos devem ser exigidos com orientações e parâmetros e as normas da ABNT só contribuem para melhores produções.
    Profª: Simônia Gomes - Matemática

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  6. Sem sombra de dúvidas, não há como ter êxito no processo de aprendizagem dos discentes, ignorando os quatro pilares da Educação. Ou seja, um está vinculado a outro. Segundo o autor, Jacques Delors, "(...) Uma nova concepção ampliada de educação devia fazer com que todos pudessem descobrir, reanimar e fortalecer o seu potencial criativo - revelar o tesouro escondido em cada um de nós". Essa citação nos mostra que todos nós temos a capacidade de construir grandes projetos, mas nem sempre isso é explorado especificamente no ambiente escolar. Cada indivíduo possui uma aptidão para criar algo e isso só pode ser detectada caso haja oportunidades para apresentá-la a alguém.
    No que diz respeito à disciplina de Língua Portuguesa, há vários aspectos que podem ser desenvolvidos com os alunos durante às aulas. Por exemplo: podemos trabalhar variados temas da atualidade, bem como assuntos ligados à realidade do alunado, procurando sempre contextualizá-los. Acredito que a geração de hoje, pode-se considerar privilegiada por viver em uma época que há diversos recursos tecnológicos, que facilitam o acesso imediato aos veículos de comunicação. Vale lembrar que o conhecimento será útil não só para a vida acadêmica, mas, sim, para toda vida seja de cunho pessoal ou profissional.
    Além, disso, é importante frisar que estimular os jovens a trabalharem em equipe fará com que eles sejam menos individualistas, comecem a respeitar a opinião alheia e vivenciem o sabor da interação. Esse tipo de dinâmica despertar o interesse do aluno e, inclusive, passa a compreender que, no mercado de trabalho, precisa ser mais coletivo do que individualista. É através dessas atividades em grupo, que o professor descobrirá como o discente se comportará e se terá o possível perfil de proativo. Por esse motivo que é ideal o monitoramento do professor no que se referem aos trabalhos em grupo para se desenvolver as habilidades e competências.
    Em relação às regras da ABNT, considero de extrema importância aplicá-las no Ensino Fundamental, pois dessa forma, penso que os alunos desse perfil já vão se inserindo no sistema, procurando desenvolver trabalhos mais elaborados, evitando problemas futuros. Quando esse jovem ingressar numa Faculdade ou Universidade, não ficará perdido, sem saber o que é uma folha de rosto, como fazer uma referência bibliográfica, por exemplo. Enfim, se for para o bem intelectual do discente, acredito que todo conhecimento é válido, basta saber como utilizá-lo no momento propício.
    Profª. Renata Soares.

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  7. Com relação às questões propostas, vamos lá:
    1-) Realmente, vivemos hoje uma época onde a informação se multiplica e se deteriora com a mesma intensidade Apesar da facilidade de acesso a todos os recursos informativos que quisermos, o que não ocorria no passado, nós nos deparamos com a efemeridade de todo esse processo. O que hoje é incontestável, daqui a pouco tempo poderá não sê-lo. A escola de ontem não vivia essa “velocidade vertiginosa” de hoje. Então, a educação voltada para a aquisição e memorização de conteúdos não soava tão paradoxal.
    Assim, quando o autor afirma que “ é preciso ser, sem dúvida, seletivo na escolha dos dados a aprender “de cor” mas, propriamente, a faculdade humana de memorização associativa, que não é redutível a um automatismo, deve ser cultivada cuidadosamente” , refere-se, certamente, à necessidade de se dar aplicabilidade ao cultivo da memória. Esta deve estar a serviço do conhecimento, e constituir-se em mais um fator na construção de saberes e não um fim em si mesma. Curiosamente, em Língua Portuguesa, há um exemplo para mim bastante significativo: as crianças no passado conjugavam verbos, realizavam até a terrível “chamada oral”. Há vários anos esta prática foi considerada obsoleta, principalmente nas escolas públicas por ser “decoreba”. O que constatamos hoje? Alunos de Ensino Médio com extrema dificuldade em grafar formas verbais flexionadas, fato constatado em suas produções textuais, habilidade tão valorizada em nossos dias. Por isso, também, concordo e muito com Delors quando fala em selecionar o que deve ser memorizado. Afinal, o que é realmente importante não se esquece jamais. Ou será que quando estamos desesperados e recorremos a uma oração pegamos um caderno para lê-la?
    2-) Sim, considero válido o trabalho em grupo, pois outras habilidades além de capacidade intelectual podem se destacar e revelar a nós professores, lados que antes não haviam sido percebidos com mais acuidade. Desta forma, a maneira como o grupo se organiza, como lida com os desafios apresentados, como se relaciona internamente, pode, sim, ao nosso olhar de educador, configurar-se em indícios significativos de conhecimentos e saberes construídos.
    3-) Finalmente, no que toca à questão da ABNT, entendo que seja de grande utilidade sua utilização principalmente quando estiverem cursando Faculdades e afins. Constato, no entanto, que muitos adultos com curso superior demonstram certa dificuldade quanto à sua utilização. O que quero dizer, portanto, é que só o fato de ser disponibilizada por si não basta. É preciso, que recebam as orientações necessárias, tarefa essa de responsabilidade de todos os docentes, não apenas os de Língua Portuguesa.
    Mônica Monnerat

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  8. Precisamos admitir que os meios não são mais os mesmos, hoje vivemos em rede. A palavra mais pronunciada é, provavelmente, conexão, ou link. Mas nós, professores, alunos, pais, continuamos apertando botões na linha de montagem de uma fábrica em extinção. Torna-se, portanto, urgente reconstruir o modo como estruturamos nossos saberes; a escola, começando pela universidade, precisa rever seus modelos. E, para isto, é imprescindível enfrentar o problema da fragmentação dos saberes, de uma escola desvinculada do contexto social, ambiental, cultural, político.

    O trabalho em grupo é importante porque é um momento de troca, em que o aluno se depara com diferentes percepções. Trabalhando em equipe, o estudante aprende a ouvir e a se posicionar.

    E acho que a adoção correta das normas da ABNT facilita a compreensão do estudo.

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    1. Vivemos num mundo onde a informação é dada e transformada de forma rápida, e esta influencia no modo de ser das pessoas e no seu comportamento. As bases para os saberes evolutivos são competências de uma sociedade cognitiva.
      Segundo o autor, Delors, os aprenderes referem-se respectivamente a aquisição da capacidade de compreensão, a capacidade de agir sobre o meio em que atua, a capacidade de interagir de forma colaborativa e integrada com as demais pessoas em quaisquer atividades humanas e por fim a integração de todas essas capacidades ensejando "aprender a ser",ou seja uma mudança de paradigma, com ênfase ao desenvolvimento das competências e ao aprendizado contínuo,porém, tal mudança de paradigma requer uma elevação da qualidade da educação formal.
      NO ambiente escolar , podemos utilizar outras práticas pedagógicas para estimular a absorção dos conhecimentos: como mídias digitais, publicações, músicas, filmes, aplicativos educacionais, contudo, não esquecer que tais ferramentas se utilizadas fazendo o "o velho com o novo" não irão agregar valores e principalmente mudanças de paradigmas.
      Quanto a atividade em grupo, é de fundamental importância colaborativa, visto que os envolvidos compartilham decisões,são responsáveis pela qualidade do que é produzido em conjunto, ajuda mútua na execução de tarefas, embora possa existir relações desiguais.
      Segundo Vygotski, o trabalho em grupo oferece vantagens que não estão disponíveis em ambientes de aprendizagens individualizadas, porém,observa-se em alguns ambientes escolares que essa prática está relacionada à "bagunça".
      Com relação as normas da ABNT, indica um padrão de qualidade, organização, competitividade, evita conflitos, autonomia, desenvolve uma visão mais crítica e ampliada, porém,não basta a disponibilização no site e sim receber orientações necessárias, por parte dos educadores.

      Denise Reis.

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  9. 1) A arte é uma ferramenta muito importante na minha opinião, pois ela deixou de ser apenas técnicas de desenho para se transformar em comunicação e expressão. A arte pode ajudá-los na maneira de se expressar, de passar uma ideia, desenvoltura, pois nem todos tem a mesma habilidade e facilidade para se comunicar e se expressar.
    2) Trabalhos em grupo,a orientação destas atividades por meio de sequências didáticas nem sempre são a melhor maneira, mas os alunos precisam dessa troca de conhecimento entre eles e precisam de orientação sim, pois nem sempre eles sabem como chegar ao objetivo desejado.
    3) O uso da ABNT só vem a contribuir para que os trabalhos evoluam. Não lançaria mão do uso de novas tecnologias e os recursos da escola.
    Tatiana Cascaes

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  10. Na disciplina de Química, bem como em todas as outras disciplinas, o principal impulso e as bases que fazem com que os alunos continuem a aprender ao longo de toda a vida, no trabalho, como também fora dele, necessariamente deve ser a leitura e a interpretação. Ao trabalhar constantemente a leitura e interpretação de textos, gráficos e tabelas, além de cálculos matemáticos básicos, incentivo a memorização associativa, reforçando a aprendizagem permanente (essa premissa já deveria ser garantida na educação primária).
    As sequências didáticas são ferramentas importantes para a construção de trabalhos em grupo, porém na maioria das vezes pode-se perceber a falta de maturidade ou até mesmo de ética dos alunos, que não se envolvem de maneira equânime ao assumir e compartilhar as responsabilidades, em prol de um bem comum.
    Os trabalhos apresentados pelas normas ABNT garantem uma padronização e uniformidade na publicação dos resultados de uma pesquisa. Contudo, se a pesquisa não for satisfatória, não garantirá uma aprendizagem efetiva.
    Marilande (química)

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  11. O saber fazer parte da compreensão do por quê fazer, para quê eu sirvo, de onde vim? A literatura remete-nos ao passado que prova que somos resultado de ações e situações. Entender o pensamento que acompanhou a história da humanidade leva à dedução de um consequente futuro e o quanto o homem é capaz. A língua é um legado que permite que tudo isso aconteça, é inegável !

    Concordo, as sequências didáticas e boa observação podem levar professor e aluno a progressos sucessivos e úteis(inclusive é o percurso que sempre defendi e que proporciona a qualidade na comunicação e o crescimento da afetividade).

    Tudo que se refere a estrutura e critério de planejamento é bem-vindo,muitos de nossos alunos não trazem a mínima noção de organização, nem mesmo de seus objetos pessoais, por isso vale muito a pena.
    Sueli Andreoli

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  12. Os quatro pilares da educação propostos por Jacques Delors são, obviamente, a estrutura do conhecimento humano metodicamente ordenado e adquirido, para o desenvolvimento não apenas do indivíduo, do cidadão, como também da própria sociedade. Entretanto, creio que esses pilares são complementares a algo mais importante e completo que são os VALORES REPUBLICANOS e os VALORES DEMOCRÁTICOS. Valores estes tão distantes da nossa realidade social. Mesmo em grupos, supostamente qualificados e homogêneos, como o nosso grupo de educadores (os agentes da educação básica), tais valores são relegados a planos inferiores. Discutimos os problemas em grupo, concordamos com os parâmetros acordados, mas, na prática, agimos em dissonância com o que foi previamente acordado, devido ao pouco entendimento que temos dos valores republicanos e democráticos. Assim, proponho que, antes de uma discussão sobre os quatro pilares da educação, façamos uma discussão aprofundada sobre os valores republicanos e democráticos, que são, em síntese, os que se seguem:
    Deve-se entender por valores republicanos, basicamente:
    a) o respeito às leis, acima da vontade dos homens, e entendidas como "educadoras", no sentido já visto na antiguidade clássica. "Todo verdadeiro republicano", ensinava Rousseau, " bebia no leite de sua mãe o amor da pátria, isto é, das leis e da liberdade";
    b) o respeito ao bem público, acima do interesse privado e patriarcal. Em nosso país trata-se de romper a tradição doméstica do clientelismo, tendente ao despotismo, que moldou nossos costumes, ou seja, a cultura da rapinagem, herdada da tradição ibero-católica absolutista;
    c) o sentido de responsabilidade no exercício do poder, inclusive o poder implícito na ação dos educadores, sejam eles professores, orientadores ou demais profissionais do ensino.
    E por valores democráticos, estreitamente ligados aos republicanos, entendem-se:
    a) a virtude do amor à igualdade e o consequente repúdio a qualquer forma de privilégio;
    b) o respeito integral aos direitos humanos, cuja essência consiste na vocação de todos - independentemente de diferenças de raça e etnia, sexo, instrução, credo religioso, julgamento moral, opção política ou posição social - a viver com dignidade, o que traz implícito o valor da solidariedade;
    c) o acatamento da vontade da maioria, legitimamente formada, porém com constante respeito pelos direitos das minorias, o que pressupõe a aceitação da diversidade e a prática da tolerância.
    Enquanto não tivermos consolidados tais valores em nossa relação social, não acredito, por exemplo, em “trabalho em grupo” que é uma ação disciplinada por aqueles valores.
    James

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  13. 1) Sou de uma época em que estudar GEOGRAFIA era chatice, apenas um decoreba e com alguns professores extremamente tradicionais, com poucos questionamentos para os alunos e menos ainda a mostra de um planeta misterioso e dinâmico. Sorte tive eu, por ter tido um professor com uma visão contemporânea, futurista. Me ensinou que a GEOGRAFIA está presente em nossas vidas em todos os momentos, na política, na educação, na História, na sociologia, no meio ambiente, na biologia, na filosofia... e outros. Assim como aquele meu antigo professor ensinou-me a ler ou escutar um jornal, a ter discernimento e embasamento ao discutir uma política, uma educação ou até mesmo os nossos direitos, acredito fielmente de que dou o meu melhor, ensino não só a didática curricular, mas também o poder de indagar e persuadir o futuro do aluno para o aluno, para que este não seja um adulto cego, ingênuo e manipulado.
    2) Acredito realmente de que o trabalho em equipe só vem a ajudar na socialização entre os discentes. Isso quebra as tais "panelinhas" dentro das salas, alertando à todos, de que devemos e temos o direito de sermos ouvidos e respeitados, preparando-os até mesmo para o ambiente de trabalho.
    3) Não tenho o hábito de pedir a utilização das regras da ABNT nos trabalhos dos alunos, mas digo, de que quanto mais cedo conhecerem essas normas (no ensino médio), mais familiarizados estarão os alunos, durante uma faculdade, sem achar isso um bicho de sete cabeças.
    ADELEIDE ALVES

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  14. Concordo com a Profª Simônia e com a profª Maria Tereza em todos os ítens e acrescento que estamos num processo de descobertas em "como atingir a nova geração".

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  15. josé augusto30/05/13 00:48

    Como disse a colega Profesora Christiane : ....estamos em processo de novas descobertas de como atingir novas gerações...Quanto ao ABNT ,além de garantir uma padronizagem a escola,a excelência na sua evolução.

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  16. josé augusto30/05/13 00:55

    Desculpe o erro digitado ....profesora 30/05/2013 00:48...leia-se: professora.
    José Augusto

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  17. prof ana paula30/05/13 12:37

    A educação física hj vai muito além de jogos e brincadeiras. Hoje a disciplina faz os alunos compreenderem diversos conceitos de saúde e qualidade de vida e isso faz com que esses indivíduos continuem a questionar ao longo de sua trajetória.
    Os trabalhos em grupo São importantes nesta fase escolar pois proporcionam a troca de informações, a socialização e a cooperação.
    Quanto as regras da abnt, sem dúvida a aplicação da sequência didática e importante porém usa las não é uma tarefa simples, porém com orientação adequada isso só irá valorizar seus trabalhos e prepara los para os desafios futuros.

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  18. 1. Quanto ao ensino da língua portuguesa, acho que ainda é necessário memorizar algumas regras que determinam o uso da norma culta, já que é função da escola ensinar essa modalidade linguística, visto que a linguagem coloquial os alunos já dominam muito bem. Apesar de essas regras estarem à disposição em tantas gramáticas e sites, existe a necessidade de incorporá-las para, quando for exigida essa modalidade em uma situação prática da vida, saber usá-la. Em uma entrevista de emprego, o aluno não poderá usar seu smartphone ou notebook e consultar, por exemplo, as regras de regência verbal, antes de elaborar um bom texto oral. Por outro lado, é importante que fique claro: somente o estudo teórico de uma língua não leva ninguém a falar, ler e escrever melhor.
    2. Sim, o trabalho em grupo é muito importante porque o aluno compartilha aprendizagens com os colegas e favorece o conhecimento do outro e de si mesmo. Também exige que o aluno aprenda a resolver conflitos e respeite as ideias dos outros, tomando consciência da interdependência entre as pessoas. Essa consciência favorecerá o comportamento social ao longo de sua vida.
    3. A sugestão de uso das normas da ABNT favorece a apresentação de um trabalho com maior qualidade e organização. Também é uma forma de começar a preparar o aluno para o futuro.
    Celi

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  19. 1. Na educação, e para nossa vida,. Estamos aqui para ensinar na filosofia ou Sociologia. Talvez o conteúdo em si, nem seja tão relevante mas a forma de abordá-lo, fazer com que ele se torne um conhecimento concreto em suas mentes sem, é uma trilha que os ensinamos a percorrer o melhor para todos.

    2. Ensinar os alunos a andar sozinho, pensar, porque o trabalho em grupo não e muito bom o que não faz nada tem nota acredito que tipo de trabalho seja importante,não só para alcançar a aprendizagem do conteúdo abordado. Afinal precisamos de mais desta qualidade em nosso dia a dia da nossa vida.

    3. Em relação com a OABNT é importante sua aplicação, para o desenvolvimento, mas tbm interessante, começar desde já com essa orientação para realização das atividades para melhoria com contribuem para melhores produção

    Professora Regina Helena / Filosofia-Sociologia
    OBS: foi mandado no dia 30/05 mas não chegou

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